A aquicultura produziu mais de 179 mil toneladas em 2025, alta de 20,9% em relação a 2024
Edição AgroDF
5 novembro 2026
O Brasil produziu 179.618,45 toneladas de espécies como peixes, crustáceos e moluscos, cultivadas em águas da União em 2025, movimentando R$ 1,47 bilhão e gerando 4.239 postos de trabalho em todo o país. É o maior volume de produção desde o início da série histórica, em 2019, registrando crescimento de 20,9% em relação a 2024.
Os dados estão no Boletim da Aquicultura em Águas da União de 2025, apresentado nesta quarta-feira (4) pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). O boletim informa que a piscicultura continental (criação de peixes em água doce) respondeu pela maior parcela da produção em águas da União, com 169.813,52 toneladas, o equivalente a 94,54% do total. A tilápia do Nilo se destaca entre as espécies cultivadas, com aproximadamente 168 mil toneladas produzidas.
Os outros segmentos que se destacaram foram a malacocultura (criação de moluscos como ostras e mexilhões) com 8.807,37 toneladas (4,90%) e a algicultura (cultivo de algas) com 997,56 toneladas (0,56%).
Em relação às regiões produtoras, o Sudeste liderou com 94,8 mil toneladas, mais da metade do volume nacional. São Paulo aparece na primeira posição entre os estados, com 64,5 mil toneladas, seguido por Minas Gerais (30 mil toneladas) e Paraná (18 mil toneladas).
O boletim também registra que foram realizados 1.551 contratos de cessão de uso vigentes em 2025, ante 1.422 no ano anterior. Desse total, 784 correspondem a áreas de interesse social, 764 a áreas de interesse econômico e três a áreas destinadas à pesquisa e extensão.
Diversidade das espécies
O ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, comemorou os números alcançados, ressaltando que os resultados apresentados no boletim demonstram a dimensão e o potencial econômico da atividade no Brasil. “Aquicultura não é futuro, aquicultura é presente”, afirmou o ministro.
Já a secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, destacou que a diversidade da aquicultura brasileira vai além da produção de tilápia e contempla diferentes sistemas e espécies. Como exemplo, relacionou a criação de peixes nativos, como matrinxã e tambaqui, observada em visita a uma piscicultura no Amazonas.
O boletim foi elaborado pelo Departamento de Aquicultura em Águas da União (DEAU), vinculado à Secretaria Nacional de Aquicultura. O documento reúne informações declaradas pelos cessionários nos Relatórios Anuais de Produção (RAPs).
A publicação apresenta dados sobre produção, valor econômico, geração de empregos, contratos, distribuição regional e perfil dos produtores. As informações contribuem para o planejamento e a gestão sustentável dos espaços aquáticos, além de permitir a identificação de oportunidades para ampliar a produção e fortalecer a aquicultura nacional.













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