CAI DERRUBADA EM ÁREAS PROTEGIDAS

O desmatamento nas áreas protegidas no Cerrado caiu 8% em 2026 em relação a 2025 – Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Desmatamento em unidades de conservação no Cerrado e na Amazônia foi menor em 2026

O desmatamento em áreas protegidas por unidades de conservação (UC) no Cerrado e na Amazônia caíram em 2026, segundo informou nesta sexta-feira (23) o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

No bioma Cerrado, a queda foi de 8% em relação a 2025. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que faz monitoramento por meio de satélites, identificou 47 km² derrubados, de uma área de 6,25 milhões de hectares em 29 unidades de conservação.

A área desmatada corresponde a 0,9% do total desmatado em todo o bioma, no ano. No total, o Cerrado perdeu 5,5 mil km² de floresta, volume 23% menor que o desmatamento em 2025.

As cinco unidades do cerrado que mais perderam florestas foram as Áreas de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho (Goiás), do Planalto Central (próxima ao Parque Nacional de Brasília) e a do Delta do Parnaíba. Juntas, essas unidades concentram 70% do desmatamento no bioma.

Amazônia Legal

A Amazônia Legal é uma região geográfica que corresponde a 60% do país, composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. Na região, vivem povos indígenas e populações tradicionais.

Na Amazônia Legal, o desmatamento de áreas protegidas chegou ao menor nível em 2026, em relação à contagem que começou em 2008. Na região foram registrados 111 km² de desmatamento, 17% a menos que em 2025, quando o total foi de 134 km² de floresta derrubada. Em comparação com 2021, ano do pico de desmatamento da série histórica (618 km²), a redução foi de 82%, segundo os dados do INPE.

O desmatamento ficou concentrado nas Florestas Nacionais de Altamira e Jamanxim (Pará), na Área de Proteção Ambiental do Tapajós (Amazonas) e naa reserva Extrativista Chico Mendes (Acre). Há ainda registros o Parque Nacional do Juruena, entre Mato Grosso e Amazonas. Ao todo, a Amazônia Legal tem 150 unidades de conservação, que cobrem 64 milhões de hectares.

A queda do desmatamento nas unidades converge com a redução da derrubada de árvores em toda a Amazônia Legal. A redução veio com o aumento das ações de fiscalização e de proteção ambiental nas áreas mais pressionadas, apesar de 3% do corte ilegal ainda ocorrer em locais protegidos, conforme o ICMBio.

Proteção da biodiversidade

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, avalia que o resultado da série demonstra a importância das unidades de conservação para a proteção da biodiversidade, assim como para a segurança das pessoas que vivem nesses locais.

“Nosso país tem, nessas unidades, um polo de proteção da vida”, afirmou. “A redução significa também que ativos econômicos e o nosso patrimônio estão resguardados para as próximas gerações”.

Com informações da Agência Brasil
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