GDF investirá R$ 3,7 milhões para reflorestar, manter e preservar 218 hectares do bioma no Distrito Federal
Edição AgroDF
12 junho 2026
O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou nesta sexta-feira (12) que investirá R$ 3,7 milhões na execução do projeto Recupera Cerrado II, a nova etapa das ações de recuperação do bioma, que começaram em 2019. Pelo projeto, em menos de sete anos o GDF conseguiu recuperar 390 hectares de áreas públicas, localizadas em unidades de conservação e de preservação permanente.
As ações serão realizadas durante 18 meses em parques, unidades de conservação e áreas de preservação permanente localizadas nas orlas do Lago Paranoá. No foco das operações estão 218 hectares do bioma, cujas ações de recuperação foram iniciadas em 2019. Nessa área serão plantadas 20 mil mudas nativas de grande porte, com altura entre um e dois metros, para preenchimento de falhas.
Ao mesmo tempo, equipes de campo irão plantar diretamente 2,6 toneladas de sementes de árvores, arbustos e capim de espécies do Cerrado. Simultaneamente, as equipes atuarão no controle de pragas e de espécies exóticas invasoras, no coroamento das mudas, na adubação de cobertura e na irrigação sistemática durante os períodos de seca.
Ameaças ao Cerrado
Diferente de outros biomas, o Cerrado exige o acompanhamento contínuo após o plantio. Isso se deve aos longos períodos de estiagem, que chegam a se estender por quase seis meses do ano. Nesse período, costumam ocorrer incêndios florestais, a maioria provocada por ação humana, destruindo espécies nativas da fauna e da flora do bioma.
Mas há outras ações que põem em risco o Cerrado e outros biomas. Entre elas, estão:
- Agropecuária: O desmatamento, o avanço da fronteira agrícola, o uso intensivo do solo para pastagem e a aplicação de agrotóxicos causam erosão e perda de biodiversidade.
- Urbanização e Infraestrutura: A construção de cidades, estradas e ferrovias fragmenta habitats e impermeabiliza o solo
- Poluição e Resíduos: O despejo de efluentes em corpos d’água e a emissão de gases do efeito estufa alteram os ciclos biogeoquímicos.
- Exploração de Recursos: A mineração, a pesca predatória e a extração de madeira reduzem drasticamente a capacidade de regeneração dos biomas.
Olhar no futuro
Para a governadora Celina Leão, a recuperação do Cerrado representa um compromisso com as próximas gerações e com a construção de um Distrito Federal mais sustentável. “Quem planta uma árvore está sempre olhando para o futuro”, ensina a governadora. “É um gesto que demonstra sensibilidade com a causa ambiental e responsabilidade com as próximas gerações”.
Celina ressaltou que com a nova etapa do Recupera Cerrado, “estamos garantindo que esse trabalho tenha continuidade, fortalecendo a preservação do nosso bioma, protegendo os recursos hídricos e promovendo mais qualidade de vida para a população.”
O secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, salientou as ações têm potencial para gerar benefícios ambientais e sociais. “A ampliação da cobertura vegetal contribui para a redução das ilhas de calor, o aumento da umidade do ar e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas no Distrito Federal”, explicou Santana.
Segundo o secretário, “a recomposição da vegetação nas margens das bacias hidrográficas também favorece a proteção da qualidade da água e a recarga do Lago Paranoá, além de auxiliar na manutenção da fauna nativa”.
Mudanças climáticas
A segunda etapa do projeto reforça o alinhamento do GDF com as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas. A recomposição da vegetação nativa em áreas estratégicas contribui para o sequestro de carbono, a regulação do microclima e o aumento da resiliência ambiental frente a eventos extremos, como secas prolongadas e incêndios florestais.
Dessa forma, segundo o GDF, o Recupera Cerrado II vai além da recuperação ecológica, consolidando-se como uma medida concreta de mitigação e adaptação às mudanças do clima, em sintonia com os benefícios ambientais já observados no projeto.
O Recupera Cerrado II será executado pelo GDF em parceria com o Instituto Rede Terra, organização da sociedade civil selecionada por meio de chamamento público, sendo integralmente custeado com recursos do Fundo Único do Meio Ambiente do Distrito Federal (Funam).












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