Setor cresceu 11,7% em 2025 na comparação a 2024, segundo o IBGE
Edição AgroDF
3 março 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária registrou crescimento de 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O setor puxou o PIB nacional, que fechou o ano passado com crescimento acumulado de 2,3%, totalizando R$ 12,7 trilhões.
O desempenho da agropecuária, segundo o IBGE, foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção e da produtividade da agricultura, com destaque para culturas que registraram expansão significativa e recordes na série histórica.
A produção de milho avançou 23,6%, enquanto a soja apresentou crescimento de 14,6%. A pecuária também contribuiu positivamente para o resultado do setor.
Entre o quarto trimestre de 2025 e o mesmo período de 2024, o valor adicionado da agropecuária cresceu 12,1%, refletindo o desempenho favorável da pecuária e de culturas como fumo (29,8%), laranja (28,4%) e trigo (3,7%). Nesse mesmo período, o PIB nacional registrou alta de 1,8%.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, avalia que o resultado confirma o papel estratégico do setor para o país. “Mais uma vez, a agropecuária brasileira se consolida como um grande esteio da economia nacional”, destacou Fávaro.
O ministro disse ainda que “mesmo diante de dificuldades pontuais, como preços de commodities achatados e o endividamento em alguns segmentos, a resiliência, a competência e a capacidade produtiva do setor têm sido determinantes para o crescimento do Brasil”.
Consumo das famílias
Os dados do IBGE também indicam que o consumo das famílias cresceu 1,3%, empurrado pela melhora no mercado de trabalho, o aumento do crédito e os programas governamentais de transferência de renda.
Apesar do resultado positivo, houve desaceleração em relação a 2024, quando o segmento cresceu 5,1%. “Isso se deve principalmente pela política monetária restritiva e o recorde de endividamento das famílias, apesar de a gente continuar com o mercado de trabalho dinâmico, um aumento no crédito e a continuação dos programas de transferência de renda”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.












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