Em junho, serão aplicados R$ 16,8 milhões para proteger a fauna e da flora do Cerrado
Edição AgroDF
8 junho 2026
O Governo do Distrito Federal anunciou nesta segunda-feira (8) que destinou R$ 16,8 milhões para ações de proteção à fauna e à flora do Cerrado ao longo de junho, mês dedicado ao meio ambiente. Os recursos vão financiar operações de combate às queimadas, projetos tecnológicos, educação ambiental, ampliação do sistema de inteligência territorial e fortalecimento dos parques ecológicos.
O anúncio ocorre com o início do período de seca, quando são frequentes os casos de queimadas provocadas por causas naturais ou por ação humana. Para prevenir e reduzir os focos de incêndios, o GDF lançou no final de maio a Operação Verde Vivo, que conta com 1.500 bombeiros militares, 35 viaturas exclusivas, dois aviões, um helicóptero e drones para proteger o Cerrado durante a seca.
Em 2025, entre maio e setembro, houve redução de 49,44% na área queimada em comparação com 2024, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do DF. O resultado foi obtido diante do reforço nas ações preventivas e da ampliação do monitoramento ambiental, segundo o secretário do Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana.
Neste ano, mais de 15 mil chamados ambientais já foram atendidos pelas equipes responsáveis pelas operações de prevenção e combate às queimadas. “Reforçamos as ações de prevenção aos incêndios florestais com a realização de quatro blitz educativas e a capacitação de brigadistas para atuação durante o período de estiagem”, explicou Santana.
Além dessas ações, outras medidas foram adotadas para recuperar áreas degradadas, como o plantio de 20 mil mudas de espécies do Cerrado em todas as regiões administrativas do DF.
Tecnologia e energia limpa
A tecnologia é outro instrumento usado pelo GDF para proteger o meio ambiente. Atualmente, mais de 20 bases ambientais já estão integradas ao Sistema Distrital de Informações Ambientais (Sisdia), plataforma usada pelo governo para monitorar áreas de risco, reunir dados ambientais com a integração dos órgãos e acelerar respostas em situações de emergência.
Ao longo de junho, o sistema ganhará novas funcionalidades. No dia 16 de junho, para combater a dengue, o GDF lança um módulo do Sisdia voltado à integração de ações entre meio ambiente e saúde pública. No fim do mês, o governo deve entregar novos sistemas tecnológicos ambientais, incluindo o DF Sem Fogo, o monitoramento da qualidade do ar e a instalação de câmeras 360° de segurança em parques ecológicos.
O GDF implantou também quatro usinas solares e instalou 1.492 placas fotovoltaicas. Atualmente, 80 prédios públicos são abastecidos por energia limpa, incluindo escolas públicas que atendem mais de 8,6 mil estudantes.
Educação ambiental
A agenda ambiental incluiu o fortalecimento das campanhas educativas. Este ano, mais de 5 mil estudantes participaram de ações de conscientização sobre queimadas e preservação ambiental. A agenda continua ao longo de junho, com uma programação aberta à população.
Na programação, estão previstas diversas atividades, como a Caminhada do Dia do Meio Ambiente, no Parque Ecológico de Águas Claras; a assinatura do Decreto de Trilhas; ações ligadas à pesca sustentável no Lago Paranoá e a realização da Conferência Distrital de Pesca e Aquicultura.
Foi promovido ainda o Seminário AdaptaCidades, que deu início à construção participativa da agenda de adaptação climática do DF, e adotadas medidas para o ordenamento sustentável do Lago Paranoá.
“São ações que fortalecem a sustentabilidade e a resiliência ambiental do nosso território”, ressalta Santana. “Meio ambiente não é apenas preservação. É inteligência territorial, qualidade de vida, prevenção de riscos, segurança hídrica e construção de cidades mais resilientes”.












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