DF TEM 3.200 INCÊNDIOS FLORESTAIS

A escalada de incêndios florestais tem sido menor do que foi registrada em 2025 - Foto: Agência Brasília

Agosto é o mês mais crítico da estiagem prolongada, com mais de mil focos de queimadas

Edição AgroDF
24 agosto 2026

O Distrito Federal registra mais de 3.200 incêndios em vegetação em 2026. Somente em agosto ocorreram mais de mil focos de incêndios florestais provocados pela baixa umidade do ar e pela escassez de chuvas. A previsão é que esse tempo quente e seco continue em setembro, com possibilidade de chuvas ao final do mês.

A estiagem deste ano durou 58 dias consecutivos, tendo iniciado após a última chuva registrada em 25 de junho e sendo interrompida por precipitações rápidas e localizadas em 22 de agosto (sábado passado). Choveu em algumas localizadas do DF, como Água Claras, Asa Sul, Altiplano Leste, Guará e Sudoeste.

Mas a estiagem de 2026 tem sido menos rigorosa e com menor volume de incêndios florestais do que em 2025, quando foram registrados no DF 6.488 queimadas durante 148 dias sem chuvas. Naquele ano, agosto foi o mês mais crítico com 1.826 focos de incêndio.

Este ano, as regiões de Sobradinho, Ceilândia e o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) concentram o maior número de chamados atendidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). Os incêndios mais marcantes foram registrados em unidades de conservação e parques, como na Floresta Nacional de Brasília e no Parque Distrital do Tororó.

A maioria dos incêndios foi provocada por ação humana de forma intencional ou por descuido, conforme o Corpo de Bombeiros.

Política de Manejo

A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída pela Lei 14.944/2024, estabelece diretrizes para as ações de prevenção, preparação e controle de incêndios em vegetação. A lei também reúne conceitos que orientam a gestão do fogo no território nacional. Confira os principais termos previstos na política:

Aceiro: Faixa de terra sem vegetação, pode ser feita manualmente, com maquinário ou com fogo para servir barreira para a propagação do fogo.

Manejo Integrado do Fogo (MIF): Ferramenta estratégica para a conservação da biodiversidade, que integra aspectos ecológicos, sociais, econômicos e culturais, com foco na redução da ocorrência de incêndios e no uso controlado do fogo, quando necessário.

 Queima controlada: Uso planejado e autorizado do fogo para atividades agrícolas ou pastoris, com supervisão técnica. A queima ocorre dentro de uma janela ambiental adequada, em áreas com limites físicos previamente definidos, de modo a garantir o comportamento do fogo desejado e minimizar riscos. São realizadas por comunidades e proprietários rurais.

 Queima prescrita: Aplicação planejada do fogo com objetivos conservacionistas de manejo da unidade de conservação, sob condições ambientais definidas na janela de queima, podendo formar mosaicos de áreas queimadas em diferentes períodos. As queimas prescritas são realizadas por instituições ambientais.

 Janela de queima: Período mais favorável para o uso do fogo, em que as condições meteorológicas e o estado do combustível são considerados adequados para o manejo do fogo.

Uso tradicional do fogo: Práticas culturais e ancestrais de comunidades tradicionais, respeitando o equilíbrio ambiental e regulamentadas pela lei.

Incêndio florestal – queimas fora de controle, em qualquer tipo de vegetação, natural ou plantada.

Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) – documento técnico que orienta ações planejadas para o uso e controle do fogo.

 Com informações do CBMDF

 

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