Valor Bruto de Produção deve chegar a R$ 827 milhões em 2026
Edição AgroDF
18 março 2026
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa) estima que o Valor Bruto da Produção (VBP) do café no estado deve atingir R$ 827,9 milhões em 2026. Se confirmado, esse será o terceiro melhor desempenho da série histórica estadual, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para a safra deste ano, a produção de café arábica, principal espécie cultivada em Goiás, é estimada em 253,2 mil sacas beneficiadas (prontas para torrefação) e produtividade de 42 sacas por hectare.
A bienalidade é um fenômeno natural da cultura do café, caracterizado pela alternância um ano de maior e outro de menor produção da lavoura. Em Goiás, ao comparar as safras de 2024 e 2026, ambas em período de bienalidade positiva, a área em formação deve crescer 49,7% em relação a 2024, índice superior ao aumento projetado para o Brasil (8,7%).
Produção de Goiás
A produção de café arábica no estado deve permanecer estável. A estimativa é produzir 253,2 mil sacas beneficiadas. A produção está concentrada em 14 municípios goianos, com Cristalina liderando o volume colhido, sendo responsável por 36,3% da produção estadual em 2024, seguida por Campo Alegre de Goiás e Cabeceiras.
Paraúna ocupa o 4º lugar em produtividade nacional, com 3,9 toneladas por hectare, enquanto Niquelândia registrou o maior crescimento percentual da produção, quase triplicando seu volume em relação a 2023.
Mercado externo
Em 2025, Goiás exportou café para 41 países. O café verde respondeu por 99,6% do volume total exportado. Os principais destinos no exterior foram: Alemanha, Itália, Estados Unidos, Rússia e Países Baixos.
Cenário positivo
Para o secretário Agricultura, Pecuária, Pedro Leonardo Rezende, a produção goiana apresenta um panorama de valorização, com crescimento na produção, produtividade e no Valor Bruto da Produção. “Os números também indicam oportunidades para ampliarmos a participação do estado no mercado internacional”, acredita Rezende.
O cenário, segundo ele, demonstra que a atividade possui espaço e condições apropriadas para expansão nas terras goianas, garantindo maior renda ao produtor e fortalecendo a economia estadual.












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