A barragem voltou a vazar, o que afasta o risco de crise hídrica no DF
Edição AgroDF
27 abril 2026
O Distrito Federal está longe de voltar a enfrentar uma nova crise hídrica como a que ocorreu entre janeiro de 2017 e junho de 2018, no Governo Rodrigo Rollemberg. Isto porque, após quatro anos, a Barragem de Santa Maria voltou a transbordar, o que representa maior estabilidade no abastecimento de água e segurança hídrica para a população, segundo a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb).
Desde abril de 2022, a barragem não transbordava. Desta vez, o reservatório atingiu sua capacidade máxima e a água excedente ultrapassou o limite de armazenamento da barragem. O transbordamento foi comemorado pela Caesb, que atribui o fato à combinação entre causas naturais e ações adotadas pela companhia.
A natureza contribuiu com a recuperação do volume de chuvas, enquanto a Caesb adotou ações estruturantes, como a integração dos sistemas de abastecimento, o aumento da capacidade de produção de água e a redução de perdas na distribuição. Essas medidas permitiram preservar o reservatório e conduzi-lo novamente à condição de transbordamento.
Qualidade e volume
Localizada no Parque Nacional de Brasília, a Barragem de Santa Maria é um dos principais reservatórios do DF e se destaca pela alta qualidade e pelo volume expressivo de água. São cerca de 61 bilhões de litros, o equivalente a aproximadamente 25 mil piscinas olímpicas. Ainda assim, o Santa Maria possui uma bacia hidrográfica menor que a do Rio Descoberto, o que torna sua recuperação naturalmente mais lenta. Mas o transbordamento demonstra a efetividade da gestão hídrica, conforme a Caesb.
O presidente da companhia, Luis Antonio Reis, explicou a importância da barragem. “Santa Maria funciona como o nosso cofrinho”, comparou Reis. “É uma brincadeira que a gente faz porque o deixamos bastante cheio. A água do reservatório de Santa Maria é muito clara, muito limpa. Ele está no meio do Parque Nacional, onde não há uso humano no entorno, o que ajuda a preservar o reservatório e aumentar a resiliência do Distrito Federal”.












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