CAVALOS SEM VACINA

Estados estão dispensando a apresentação de atestado de vacinação para a emissão da GTA – Foto: Seagri-DF

Some do mercado brasileiro a vacina contra a gripe influenza equina

Edição AgroDF
12 março 2026

O desabastecimento de vacina contra a gripe influenza equina no mercado brasileiro está levando produtores a suspenderem a vacinação de cavalos. Ao mesmo tempo, alguns estados já determinaram que, temporariamente, não vão exigir a apresentação de atestado de vacinação para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA). É o caso de São Paulo, Goiás e do Distrito Federal, que nesta semana anunciaram a dispensa do atestado.

A medida segue recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), depois que a empresa Dechra Brasil, principal fabricante, interrompeu a produção do imunizante. Atualmente, em todo o Brasil há uma redução de cerca de 70% das doses disponíveis no mercado.

O desabastecimento revela que o Brasil dependia praticamente de um laboratório para vacinar o rebanho equino. Alguns produtores defendem que o governo brasileiro passe a importar a vacina ou subsidie a compra do imunizante no exterior, acabando, assim, com a dependência de um único fornecedor.

O Distrito Federal tem o segundo maior rebanho de equinos esportivos do Brasil. A falta de vacina pode prejudicar o rebanho. “Nosso compromisso é proteger a sanidade do rebanho e garantir que as atividades do setor continuem acontecendo com segurança”, declarou Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do DF (Seagri), ao justificar a decisão. “Essa é uma medida excepcional, motivada pelo desabastecimento da vacina, mas seguimos recomendando a imunização como forma essencial de prevenção da influenza equina”.

Inverno e eventos

Embora a obrigatoriedade da vacinação tenha sido suspensa, haveria riscos para os animais com a chegada do inverno e com a realização de eventos agropecuários. “A principal função dessa vacina é proteger os animais de gripe. Como estamos no verão, não há tanto problema de gripe”, ressaltou Fernando Gonçalves, presidente do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Bubalinos e Equídeos do DF.

O problema maior, segundo Gonçalves, são os eventos onde existem as aglomerações de cavalos. “Então, quando existe a junção desses cavalos nesses eventos, se vem um cavalo gripado, é facilmente transmissível para outros”, alerta. “E dependendo da época do ano, quando está mais frio, essa gripe pode se alastrar rapidamente”.

A vacina contra a influenza equina tem validade por um ano. No DF, o rebanho está imunizado no momento e ainda está dentro do prazo de validade da vacina.  “Mas agora temos um curto espaço de tempo para tentar recompor estoques e deixar à disposição dos proprietários e dos criadores”, alerta Gonçalves.

A influenza equina

A gripe equina é uma doença respiratória altamente contagiosa em cavalos, asininos e muares, causada principalmente pelo subtipo H3N8. Os sintomas incluem tosse, febre, corrimento nasal, apatia e perda de apetite. A recuperação leva de duas a três semanas, com alto índice de infecção e baixa mortalidade. A prevenção baseia-se na vacinação e isolamento de animais doentes.

A Seagri-DF monitora o abastecimento de vacinas no mercado e poderá reavaliar a medida assim que a oferta do imunizante for normalizada.

Com informações da Agência Brasília
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