Região do Paranoá vai receber de 22 mil mudas de espécies do Cerrado
Edição AgroDF
22 janeiro 2026
A região da Serrinha do Paranoá, no Distrito Federal, começou a ser restaurada nesta quarta-feira (21) com o plantio de 22 mil mudas de espécies nativas do Cerrado. O reflorestamento objetiva proteger as 119 nascentes mapeadas na região, além de recuperar a vegetação local e fortalecer a segurança hídrica do Distrito Federal.
Antes do plantio, foi feito um diagnóstico das condições ambientais das nascentes da Serrinha do Paranoá. O diagnóstico apontou que das 119 nascentes, 78 delas necessitam de ações diretas de recuperação.
Essas áreas receberão diversos tipos de espécies do Cerrado, como pequi, ipê roxo e amarelo, baru, mangada, cagaita, jatobá, pau-terra e jacarandá do cerrado.
Após o plantio das mudas, a área será monitorada durante dois anos para acompanhar o desenvolvimento das árvores. Além do plantio, o projeto prevê no cercamento de áreas, controle de formigas, adubação e implantação de aceiros para prevenção de incêndios.
As mudas foram produzidas na Granja do Ipê, Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) que desenvolve projetos de reflorestamento e piscicultura sob gestão da Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), com foco em preservação, educação e produção sustentável.
O projeto está sendo executado pela Seagri-DF em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Instituto Oca do Sol, envolvendo ainda a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).
O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, ressaltou que recuperação da vegetação trará benefícios aos moradores, produtores rurais da região e ao próprio Lago Paranoá, que faz parte do sistema de abastecimento de água de Brasília e do Distrito Federal. “É um projeto que contempla a parte ambiental e produtiva”, afirmou Bueno.

Crise hídrica
O Paranoá é uma região administrativa com cerca de 70 mil habitantes. O crescimento da cidade tem afetado as nascentes e, consequentemente, o Lago Paranoá, que recebe água da Serrinha. O reflorestamento busca evitar que as nascentes desapareceram, o que colocaria em risco o abastecimento de água na região.
A maior e única crise hídrica do Distrito Federal aconteceu no Governo Rodrigo Rollemberg (PSB). Foram 513 dias de racionamento de água entre 16 de janeiro de 2017 e 14 de junho de 2018. Os reservatórios do Descoberto e Santa Maria secaram, prejudicando o abastecimento de água, provocando queda na produção agrícola e aumento dos preços dos alimentos.
A crise levou o Governo Rollemberg a captar água do Lago Paranoá para abastecer regiões vizinhas, como o Lago Norte, Lago Sul, Plano Piloto e Paranoá. Os riscos de novos racionamentos foram eliminados no Governo Ibaneis Rocha (PMDB), com a inauguração do sistema de captação de água do reservatório de Corumbá IV.












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