GDF INVESTE NA AQUICULTURA

A tilápia responde por 90% da produção de pescados no Distrito Federal - Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Seagri vai contratar empresa para elaborar diagnóstico e apresentar plano de desenvolvimento   

Edição AgroDF
29 agosto 2025

O Governo do Distrito Federal quer conhecer a realidade da cadeia produtiva da aquicultura brasiliense e, com base nesse conhecimento, criar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor no DF. Para isso, nesta sexta-feira (29) a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri) lançou edital de licitação para contratar empresa especializada que forneça diagnósticos sobre a cadeia produtiva e apresente um Plano de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura no DF.

Pelo edital, no dia 12 de setembro de 2025, às 9h30, será realizado o pregão eletrônico na modalidade menor preço. O valor total estimado para a contratação é de R$ 160 mil. “Com esse diagnóstico e o plano de desenvolvimento sustentável da aquicultura, daremos um passo decisivo para organizar, estruturar e impulsionar essa cadeia produtiva no DF”, justificou o secretário de agricultura, Rafael Bueno.

Segundo Bueno, o Governo do Distrito Federal “está comprometido em apoiar os produtores, ampliar as oportunidades de mercado e, ao mesmo tempo, garantir que a atividade se desenvolva de forma sustentável, gerando emprego, renda e preservando nossos recursos naturais”.

O edital estabelece que a empresa vencedora do pregão será contratada para fazer um “Raio X” do setor, detalhando a situação de cada segmento da cadeia produtiva. A partir daí, a própria deverá propor ações estratégicas para o desenvolvimento sustentável da aquicultura do DF.

O diagnóstico e o plano, segundo a Seagri, servirão de base para políticas públicas que incentivem a produção de peixes e outros organismos aquáticos, garantindo equilíbrio entre produtividade, preservação ambiental e geração de renda.

A aquicultura no DF

A aquicultura no DF está em crescimento contínuo e promissor. O número de piscicultores vem aumentando, o que se reflete na produção. Entre 2013 e 2024, o número de piscicultores cadastrados pela Emater-DF subiu de 919 para 970.

No ano passado, a produção de pescado no DF atingiu recorde histórico, com mais de 2,1 milhões de quilos (2.163 toneladas), um crescimento de 6% em relação a 2023. A tilápia é responsável por 90% da produção.

Em 2024, o Gama lidera a produção no DF com 546.015 kg, seguido pela Ceilândia que alcançou sua melhor marca, com 521.055 kg (um aumento de 57,88% na produção que, em 2023, foi de 330 mil kg). O Paranoá produziu 353.301 kg, enquanto o Núcleo Rural Alexandre Gusmão (Brazlândia), chegou a produzir quase 202 mil kg.

A produção, porém, é ainda baixa diante do alto consumo de pescados no DF. Em 2022, por exemplo, estudos apontavam que o mercado brasiliense necessitava de 45 mil toneladas. Naquele ano, a produção local não chegou a abastecer mais de 20% do mercado. A alternativa tem sido importar pescados de outras regiões do país.

Segmento promissor

A aquicultura é uma atividade que visa a criação e o cultivo de espécies aquáticas (como peixes, moluscos, crustáceos e algas) em ambientes controlados e confinados, tanto em água doce quanto salgada ou salobra. No caso do DF, a atividade acontece em rios, lagoas e tanques privados.

O setor vem crescendo por ser uma solução estratégica na produção de alimentos, sendo considerado essencial para suprir a demanda global por proteína de origem aquática de forma sustentável, tornando-se uma alternativa viável à pesca tradicional.

Com informações da Seagri
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