DF: BALANÇA COMERCIAL CRESCE 6%

A produção avícola se destaca no agronegócio do Distrito Federal - Foto: Agência Brasília

Agroindústria lidera com 61,1% das exportações em 2025 em relação a 2024

Edição AgroDF
3 março 2026

As exportações do Distrito Federal totalizaram US$ 316,8 milhões em 2025, registrando crescimento de 6% em relação a 2024. Ao longo do ano, foram comercializados 321 produtos diferentes para 122 países, segundo o Boletim do Comércio Exterior do Distrito Federal DF (BCEx) divulgado nesta terça-feira (3) pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF).

O estudo mostra que a balança comercial do DF apresentou déficit de US$ 1,94 bilhão, um aumento de 45,2% em relação a 2024. Já a corrente de comércio (soma de exportações e importações) alcançou US$ 2,6 bilhões, com crescimento de 33,1% no período, indicando maior intensificação das relações comerciais internacionais.

Agroindústria na liderança

Na agroindústria, a indústria de transformação brasiliense liderou as vendas externas, respondendo por 61,1% das exportações, com US$ 218,8 milhões. Já a extrativa apresentou crescimento expressivo de 132,7% em comparação ao ano anterior.

Entre os principais produtos exportados destacaram-se soja e peito de frango desossado. Os principais destinos foram a China, responsável por 25,6% das vendas externas, e a Arábia Saudita, com 24%, segundo o estudo.

O DF produz anualmente mais de 130 milhões de quilos de carne de frango, com faturamento bruto estimado em aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo a Associação dos Avicultores do Planalto Central (Aviplac). O setor avícola, com esses resultados, se consolidou como um dos principais pilares do agronegócio local.

Atualmente, o DF reúne cerca de 100 produtores de frango de corte, com aproximadamente 500 aviários em operação, além de seis empresas de médio e grande portes na produção de ovos e mais de 500 pequenos produtores. Juntas, essas atividades compõem uma cadeia produtiva em expansão, responsável pelo abastecimento local e por parte do fornecimento interestadual de carnes e ovos.

Cenário internacional

O desempenho do comércio exterior brasiliense, conforme o IPEDF, também foi influenciado pelo contexto econômico global em 2025. O índice geral de commodities apresentou queda de 8,8% nos últimos 12 meses, impulsionada pela redução de 14,1% nas commodities energéticas e de 8,8% nas agrícolas.

Entre os produtos, bebidas registraram queda de 22,8% e os grãos, de 6,4%. Por outro lado, as commodities metálicas e minerais tiveram alta de 19,2%, impulsionadas principalmente pela maior demanda por ouro e prata em meio a conflitos geopolíticos internacionais.

No cenário cambial, houve valorização do real frente ao dólar. A moeda norte-americana registrou queda de 10,6% e encerrou o ano cotada a R$ 5,45, o que favoreceu as importações ao longo do período.

Os resultados de 2025 refletem a dinâmica econômica do DF, marcada pela combinação de atividades administrativas, compras governamentais estratégicas e exportações agroindustriais. Apesar do aumento do déficit comercial, os dados indicam maior integração da economia brasiliense ao mercado internacional, segundo o IPEDF.

Com informações da Agência Brasília
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