BALANÇA BATE RECORDE

As exportações do agro brasileiros somaram US$ 15,41 bilhões em março - Foto: Porto de Santos/Divulgação

Agro brasileiro exportou US$ 38,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026

Edição AgroDF
15 abril 2026

No primeiro trimestre de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 38,1 bilhões – alta de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. É o maior valor da série histórica para os meses de janeiro a março. As exportações somaram US$ 15,41 bilhões em março, encerrando o trimestre histórico do agro.

Já as importações do setor totalizaram US$ 5 bilhões – queda de 3,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025. A diferença entre exportações e importações resultou em superávit de US$ 33 bilhões no período – alta de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A estratégia de abertura e ampliação de mercados é apontada com um dos principais fatores para o desempenho da balança. Entre janeiro e março deste ano, foram abertos 30 novos mercados para produtos do agro brasileiro. Com eles, em três anos já são mais de 500 mercados abertos.

O volume exportado (aumento de 3,8%) demonstra acesso cada vez maior dos produtos brasileiros ao exterior. Contudo, houve queda do preço médio em 2,8%. A queda é associada à redução do preço médio das cotações de algumas commodities da pauta exportadora, como açúcar de cana em bruto, algodão não cardado nem penteado, milho e farelo de soja.

O novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, fez a seguinte avaliação sobre o comportamento do agro no primeiro trimestre de 2026: “Esse resultado mostra a força de um setor que segue sendo construído com trabalho e investimento ao longo de muitos anos. O agro brasileiro ocupa hoje uma posição de destaque no comércio internacional porque há produção, há ciência, há sanidade e há capacidade de responder às demandas dos mercados. Vamos seguir trabalhando para fortalecer essa base e ampliar as oportunidades para os produtos brasileiros no exterior”.

O mercado chinês

No primeiro trimestre de 2026, a China consolidou sua posição como o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, importando US$ 11,33 bilhões.  Esse valor representa crescimento de 4,7% (ou cerca de US$ 510 milhões) em comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Destaques das importações chinesas no período:

  • Participação:A China foi responsável por 29,8% de toda a pauta exportadora do agronegócio brasileiro no trimestre.
  • Soja:O país asiático concentrou aproximadamente 75% das importações de soja brasileira nos três primeiros meses de 2026.
  • Carne Bovina:As exportações de carne bovina para a China somaram 325,42 mil toneladas métricas no primeiro trimestre de 2026, um recorde, representando um aumento de 16,3% em relação ao mesmo período de 2025.
  • Carne de Frango:As exportações de frango in natura para a China somaram US$ 814 milhões em março de 2026, demonstrando a forte demanda contínua por proteínas.

Outros mercados

A União Europeia é o segundo maior mercado do agronegócio brasileiro, com +14,9% de participação na pauta exportadora e US$ 5,67 bilhões (recuo de US$ 5,6 milhões, -0,1%, em relação ao primeiro trimestre de 2025), seguida pelos Estados Unidos, com +5,9% de participação e US$ 2,24 bilhões (recuo de US$ 1,02 bilhão, -31,2%, em relação ao primeiro trimestre de 2025).

Eis os outros principais destinos dos produtos do agro brasileiro:

Índia: US$ 908 milhões, aumento de US$ 291 milhões, incremento de +47,1% e aumento de 2,4% de participação.
Filipinas: US$ 469 milhões, aumento de US$ 191 milhões, incremento de 68,3% e aumento de 1,2% em participação.
México: US$ 709 milhões, aumento de US$ 126 milhões, incremento de +21,7% e aumento de 1,9% em participação.
Tailândia: US$ 635 milhões, aumento de US$ 122 milhões, incremento de +23,8% e aumento de 1,7% em participação.
Japão: US$ 832 milhões, aumento de US$ 114 milhões, incremento de +15,8% e aumento de 2,2% participação.
Chile: US$ 603 milhões, aumento de US$ 108 milhões, incremento de +21,8% e participação de 1,6%.
Turquia (US$ 1,06 bilhão, aumento de US$ 105 milhões, incremento de +11% e participação de 2,8%).

Principais produtos

Os seis principais setores exportadores do agronegócio no primeiro trimestre de 2026 foram:

Complexo soja: US$ 12,13 bilhões, 31,8% do total das exportações e incremento de 11,5% em relação ao mesmo período de 2025; Proteínas animais: US$ 8,12 bilhões, 21,3% do total das exportações e incremento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025;
Produtos florestais: US$ 3,94 bilhões, 10,3% do total das exportações e decréscimo de 10,1% em relação ao mesmo período de 2025;
Café: US$ 3,32 bilhões, 8,7% do total das exportações e decréscimo de 19,2% em relação ao mesmo período de 2025);
Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,33 bilhões, 6,1% do total das exportações e decréscimo de 22,4% em relação ao mesmo período de 2025);
Cereais, farinhas e preparações: US$ 2,08 bilhões, 5,5% do total das exportações e incremento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Bovinos e suínos

As exportações de carnes bovinas e suína também tiveram bom desempenho, resultado que coincide com a estratégia de abertura e ampliação de mercados. A carne bovina e derivados acumulam 31 aberturas desde 2023. A carne suína e derivados, por sua vez, já somam 21 aberturas, sendo quatro apenas no primeiro trimestre de 2026.

Carne bovina: no período, também houve recorde para carne bovina in natura em valor (US$ 3,98 bilhões, 10,5% do total exportado e aumento de 37,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (702 mil toneladas, 1,2% do volume total exportado e aumento de 19,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025).

Carne suína in natura: também bateu recorde em valor (US$ 846 milhões, 2,2% do total das exportações e aumento de 16,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025) e em quantidade (336 mil toneladas, 0,6% do volume total exportado e aumento de 15,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025).

Com informações do Mapa
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