AVANÇA COMBATE À BRUCELOSE

A vacinação contra a brucelose é obrigatória no Brasil para fêmeas de 3 a 8 meses de idade - Foto: Agrodefesa

Vacinação contra a doença alcança quase 80% do rebanho bovino de Goiás

Edição AgroDF
9 fevereiro 2026

 A cobertura vacinal contra a brucelose bovina alcançou 79,89% do rebanho de Goiás em 2025, o melhor resultado dos últimos cinco anos. Foi o que informou nesta segunda-feira (9) a Gerência de Sanidade Animal com base em declarações apresentadas pelos pecuaristas no Sistema de Defesa Agropecuária do estado (Sidago).

O alcance é resultado de ações permanentes de controle, prevenção e combate à doença, realizadas em conjunto entre o Governo de Goiás e os produtores goianos. “Nosso objetivo é ampliar cada vez mais a cobertura vacinal e fortalecer as ações de prevenção e controle da brucelose em todo o estado, garantindo a produtividade do setor pecuarista goiano”, ressalta o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos.

O diretor de Defesa Agropecuária, Rafael Vieira, explica que a vacinação é fundamental para controlar a doença, proteger a saúde humana, evitar prejuízos econômicos com abortos e infertilidade, e garantir a movimentação legal dos animais.

Vieira enfatiza: “A vacinação contra a brucelose é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade, utilizando a vacina B19. A vacina RB51 pode ser utilizada como alternativa somente em bovinos, a critério do produtor”.

Vieira reforçar que, em casos positivos de brucelose, os animais contaminados devem ser eliminados e o leite da propriedade não poderá ser comercializado até a retirada desses animais.

“O trânsito de bovinos e bubalinos dessas propriedades é permitido apenas para abate ou mediante apresentação de testes negativos”, reforça Vieira. “Os casos positivos também devem ser comunicados aos órgãos de saúde pública”.

Imunização do rebanho

A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, lembra que a imunização deve ser realizada exclusivamente por médicos-veterinários cadastrados ou por auxiliares vinculados a esses profissionais.

A comprovação da vacinação deve ser realizada por meio de atestado emitido no Sidago em até 30 dias após a compra da vacina, com atualização obrigatória a cada 180 dias. “Além disso, a marcação das fêmeas vacinadas é obrigatória e deve ser feita no lado esquerdo da face”, destaca Denise.

Brucelose bovina

A brucelose bovina é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pela bactéria Brucella abortus, que afeta o sistema reprodutivo de bovinos e bubalinos, causando principalmente abortos no terço final da gestação, retenção de placenta e infertilidade. É uma zoonose grave e transmissível ao homem, geralmente por consumo de leite cru e derivados ou contato com secreções. A vacinação contra a brucelose bovina é obrigatória no Brasil para fêmeas de 3 a 8 meses de idade.

Principais Aspectos:

  • Sintomas em Fêmeas: Abortos (geralmente após o 6º mês), nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta e corrimento vaginal.
  • Sintomas em Machos: Orquite (inflamação dos testículos) e infertilidade.
  • Transmissão: Ocorre via oral, pela ingestão de pastagens, água ou alimentos contaminados com restos de placenta, fetos abortados ou secreções uterinas de animais infectados
  • .Prevenção e Controle: A vacinação de bezerras (fêmeas de 3 a 8 meses) com a vacina B19 ou RB51 é obrigatória no Brasil, sendo uma medida fundamental de controle.
  • Diagnóstico e Tratamento: Não há tratamento curativo para animais infectados; o controle baseia-se no teste sorológico e no sacrifício dos animais positivos.
Com informações da Agência Cora Coralina
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