Foco é buscar parcerias para financiar pesquisas que elevem produção e preservem o Cerrado
Edição AgroDF
4 fevereiro 2026
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária- Embrapa Cerrado já tem nova direção, que assumiu em janeiro e toma posse no dia 12 de fevereiro. A equipe é assim composta: Jorge Werneck, chefe-geral; Edson Sano, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento e chefe-geral; Cristiane Cruz, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia; e o analista Herler Oliveira, chefe-adjunto de Administração.
Para os demais cargos da Embrapa Cerrado, foram designados os pesquisadores Kleberson de Souza para a Coordenaria Administrativa de Suporte à Inovação (CSI) e Maria Emília Alves para o Comitê Técnico Interno (CTI). Continuam nos cargos Cláudio Magnabosco, no Centro de Desempenho Animal (CDA); Lincoln Loures, no Centro de Inovação em Genética Vegetal (CIGV); e Adriano de Mesquita, no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL).
O mandato é de dois anos, prorrogáveis por mais dois. A cerimônia de posse será às 10h, no auditório Wenceslau Goedert, com presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, e do diretor de P&D, Clenio Pillon.

O pesquisador Jorge Werneck é engenheiro agrícola e doutor em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos. Foi diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) em 2017 e 2022; superintendente da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA) de 2022 a 2023 e subsecretário de Biodiversidade, Unidades de Conservação e Segurança Hídrica da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad-GO) de 2023 a 2024.
Atuando na Embrapa há de 25 anos, Werneck propõe uma gestão focada no fortalecimento da integração entre ciência, políticas públicas e o setor produtivo. “Para mantermos a relevância da unidade junto ao setor produtivo e à sociedade, vamos enfatizar a busca ativa por parcerias internacionais e novos fluxos de financiamento”, ressalta. “Isso será essencial para garantir que o vasto conhecimento gerado pela Embrapa Cerrados nos últimos 50 anos se transforme em soluções acessíveis para a sociedade”.
O AgroDF publica, abaixo, texto da jornalista Juliana Miura, da Assessoria de Comunicação da Embrapa Cerrados, sobre os planos e desafios da nova gestão.
Plano de trabalho
Para assegurar um clima organizacional positivo na Embrapa Cerrado, com real proximidade entre as equipes e a chefia, o plano de trabalho apresentado para este período prevê: canais abertos de comunicação para sugestões e demandas dos empregados; gestão participativa com a realização de reuniões trimestrais com toda a equipe para debater os rumos da Unidade e garantir que o alinhamento de todos sobre os encaminhamentos da gestão; acordos transparentes com metas de trabalhos discutidas e pactuadas com cada setor; suporte e capacitação para adoção de novas tecnologias, como inteligência artificial e internet das coisas, para que as equipes estejam preparadas para os desafios atuais e do futuro.
Desafios e propostas

No que diz respeito à pesquisa e ao desenvolvimento, a expectativa é fortalecer a Embrapa Cerrados como centro de referência em agricultura de savanas tropicais. “Empenharemos esforços na ampliação de cooperações técnicas internacionais, na captação de recursos internacionais e na transferência de tecnologias para outros países com predominância de savanas tropicais”, ressalta o chefe de P&D, Edson Sano.
Outro desafio central, segundo o novo gestor, será agrupar as atividades de pesquisa do Centro e suas entregas, para que possam refletir as necessidades do setor produtivo, os compromissos com a sustentabilidade e os avanços em inovação tecnológica. “Em síntese, pretendemos fortalecer a integração das dimensões socioeconômica e ambiental nas agendas de P&D da Embrapa Cerrados, o que exigirá diálogo permanente com o setor produtivo, parceiros públicos e privados e redes nacionais e internacionais de pesquisa”, conclui.

À frente da chefia de Transferência de Tecnologia, Cristiane Cruz vê como principal desafio dar escala ao conhecimento que a Embrapa Cerrados já produz: “Temos que garantir que a ciência chegue de forma clara e útil para quem decidir. Não se trata apenas de transferir tecnologia – queremos transferir melhor, com segurança, estratégia e impacto”. Cristiane conta que o plano é atuar de forma integrada com a área de P&D, no mapeamento e na priorização de tecnologias, para que a Unidade possa se conectar com aqueles que mais precisam delas, definir instrumentos que permitam aumentar seu alcance e principalmente evidenciar os

resultados gerados.
Na gestão da Unidade, o foco será buscar maior agilidade e fluxos claros para que os projetos sejam desenvolvidos de forma eficiente, evitando perda de oportunidades que venham a surgir. “Buscarei contribuir para fortalecer a gestão administrativa, com apoio às atividades de pesquisa com eficiência e diálogo, pautada na transparência, no respeito às normas e na valorização das pessoas”, ressalta o analista Herler Oliveira, chefe de Administração.












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